Biografia e frases de Florbela Espanca

Biografia e frases de Florbela Espanca

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Na minha opinião pessoal, Florbela Espanca foi uma das maiores poetisas da língua portuguesa. Eu comparo muito os seus sonetos com os de Vinicius de Moraes e acho que poucos poetas voaram tão alto.

Tentou o suicídio por duas vezes em outubro e novembro de 1930, às vésperas da publicação de sua obra-prima, Charneca em Flor. Após o diagnóstico de um edema pulmonar, suicida-se no dia do seu aniversário, 8 de Dezembro de 1930, utilizando uma dose elevada de veronal. Charneca em Flor viria a ser publicado em Janeiro de 1931.

 

Biografia de Florbela Espanca

Florbela Espanca (1894-1930), batizada com o nome Flor Bela Lobo, foi uma poetisa portuguesa. Florbela escrevia poesias, contos e colaborava com revistas e jornais, além de ter sido a grande precursora do feminismo em Portugal. Teve uma vida tumultuada e cheia de sofrimentos, que eram transformados em poesias, cheias de erotização e feminilidade.

Florbela nasceu em Vila Viçosa, no Alentejo, Portugal. Foi já na Escola Primária que ela começou a assinar os seus textos “Flor d’Alma da Conceição”. Suas primeiras composições poéticas datam dos anos de 1903. Florbela foi uma das primeiras mulheres em Portugal a frequentar o curso de Direito da Universidade de Lisboa.

Florbela escreveu poesias, contos e um diário. Traduziu diversos romances e colaborava com várias revistas e jornais, como Modas & Bordados (do jornal O Século de Lisboa), Notícias de Évora, A Voz Pública e outros, era uma autora com diversas facetas.

“De tudo o que nós fazemos de sincero e bem intencionado, alguma coisa fica.”

Sua poesia era quase sempre em forma de soneto, e principalmente com a temática amorosa. Os assuntos preferidos eram o amor, solidão, tristeza, saudade, sedução, desejo e morte. Além desses, escreveu o soneto patriota No meu Alentejo, que era sua terra Natal.

Florbela publicou 6 livros de poesias, como Livro de Mágoas, Charneca em Flor, Sonetos Completos, 3 livros de prosa, diversas traduções como Ilha Azul, O Segredo do Marido e muitos outros.

Florbela Espanca foi diagnosticada com um edema pulmonar, e com isso perdeu a vontade de viver. Tentou o suicídio duas vezes, inclusive na véspera da publicação de sua principal obra, Charneca em Flor, porém, não resistiu à terceira. Florbela faleceu em Matosinhos, de overdose de barbitúricos, no dia 8 de dezembro de 1930.

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