Biografia e frases de Franklin Roosevelt

Biografia de Franklin Roosevelt

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Em 1933, os Estados Unidos sofrem uma grave depressão econômica. Em 1945, são uma superpotência. Desde o New Deal até os acordos de Yalta, o país foi liderado pelo presidente Franklin Roosevelt.

Em 6 de junho de 1944, os Aliados fazem o desembarque na Normandia com a Operação Overlord, que será o ponto decisivo da sua vitória. Em fevereiro de 1945, quando a Alemanha nazista está sendo derrotada, Churchill, Stalin e Roosevelt encontram-se de novo perto de Yalta, na União Soviética, para acertar detalhes da divisão mundial.

Mas, a saúde de Roosevelt piora e ele morre de repente em 12 de abril de 1945, pouco antes do fim da guerra. Roosevelt foi uma das maiores figuras do cenário mundial durante seus doze anos de presidência, como promotor da justiça social e da paz e um dos planeadores das Nações Unidas, que só será criada depois de sua morte. Seu legado aos Estados Unidos foi fazer do país uma potência mundial.

 

Biografia de Roosevelt

O único homem a ser eleito para quatro mandatos consecutivos como presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt nasceu em Hyde Park, estado de Nova York, em 30 de janeiro de 1882. Seus pais eram James Roosevelt e Sarah Delano Roosevelt, ambos membros de famílias ricas, descendentes de antigos ancestrais holandeses, ingleses e americanos. O presidente Theodore Roosevelt foi seu primo distante. Depois de se formar na Universidade de Harvard e na Escola de Direito da Universidade de Columbia, ele começou a exercer a profissão em 1907. Casou-se com sua prima Anna Eleanor Roosevelt (1884-1962) em 1905 e ingressou na política em 1911. Atuou como senador pelo estado de Nova York, como secretário assistente da Marinha sob o presidente Woodrow Wilson (1856-1924) e, em 1920, concorreu, sem sucesso, como candidato à vice-presidência pelo Partido Democrata.

Depois de uma crise de poliomielite em 1921, suas pernas tornaram-se inúteis para o resto de sua vida. Para superar essa deficiência, ele aprendeu a andar com o uso de muletas e apoios de perna e voltou à política em 1924. Ele foi eleito governador de Nova York em 1928 e concorreu à presidência dos Estados Unidos em 1932, prometendo um novo e ousado plano de ação para resgatar a nação dos efeitos da Grande Depressão de 1929, o pior desastre econômico do século XX. Ele fez uma campanha contra o presidente em exercício, Herbert Clark Hoover (1874-1964), propondo nada menos que o governo mais ativo da história americana, e convencendo o povo de que ele “não tinha nada a temer, a não ser a si próprio”.

Eleito por uma esmagadora maioria de votos, Roosevelt tomou posse em março de 1933 e conseguiu aprovar no Congresso em apenas cem dias seu inovador plano econômico, chamado por ele de New Deal (que poderia ser traduzido como Nova Ordem). O Legislativo deu a Roosevelt 3,3 bilhões de dólares, uma quantia sem precedentes, para investir na criação de novos empregos e aprovou a Lei Nacional de Recuperação Industrial, que deu ao presidente o poder de controlar a economia.

Roosevelt esperava que a lei incentivasse o crescimento do setor privado. Mas, em vez disso, o ato foi alvo de pesadas críticas dos líderes de negócios e em 1936 ele foi declarado inconstitucional. Sem se amedrontar, Roosevelt continuou a propor numerosos programas inovadores – porém polêmicos – do New Deal, como a Autoridade do Vale do Tennesse, que construiu uma série de represas hidrelétricas no Rio Tennesse para gerar eletricidade e empregos em uma das regiões de maior depressão econômica do país, e a Administração do Progresso do Trabalho, que empregou milhares de pessoas em projetos públicos, desde a construção de pontes até a elaboração de pequenas guias de viagens.

Em 1935, o Congresso aprovou a histórica Lei de Seguridade Social, um plano de aposentadoria com abrangência nacional, que acabaria sendo um dos heranças mais duradouras de Roosevelt. Embora a controvérsia continuasse rodeando seus programas, Roosevelt ganhou a eleição de 1936 por outra vantagem esmagadora e venceu ainda o terceiro e o quarto mandatos em 1940 e 1944 respectivamente.
Quando a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) começou, os Estados Unidos se mantiveram à parte das hostilidades, embora continuassem a dar apoio moral à Inglaterra. Roosevelt sabia bem da possibilidade de os Estados Unidos serem finalmente levados à guerra – assim como ocorrera na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), quando os submarinos alemães começaram a atacar nove americanos no Atlântico. Roosevelt encontrou-se secretamente com e primeiro-ministro britânico Winston Churchill em agosto de 1941, e os dois líderes concordaram em trabalhar juntos se os Estados Unidos fossem forçados a entrar na guerra.

Em 7 de dezembro de 1941, bombardeiros partindo de aviões de carga japoneses destruíram ms instalações militares americanas no Havaí, particularmente na Base Naval de Pearl Harbor. O ataque foi uma enorme surpresa e um imenso sucesso. Quando terminou, 3.000 americanos estavam mortos, cem aviões haviam sido destruídos e a Marinha Americana do Pacífico havia sido dizimada. Oito dos nove navios de guerra ancorados em Pearl Harbor estavam inutilizados. No dia seguinte, o presidente Roosevelt, chamando o 7 de dezembro de “dia da infâmia”, pediu uma declaração de Guerra ao Congresso. Era 11 de dezembro, a Alemanha e a Itália declararam guerra aos Estados Unidos, e o Japão declarou guerra à Inglaterra.

Roosevelt então reuniu uma equipe de assessores que planejou o apoio maciço das indústrias – chamado Arsenal da Democracia – no esforço de guerra. Isso tornaria a vitória não somente possível, mas inevitável. O formidável complexa industrial-militar criado por Roosevelt e sua equipe, quase que da noite para o dia, não teve precedente na história, e é quase certo que nunca ocorrerá novamente. Quando Roosevelt morreu, em 12 de abril de 1945, a guerra não havia terminado, mas a vitória estava próxima. Ele não tinha cumprido ainda um ano em seu quarto mandato, mas, mesmo assim, ocupou o cargo por mais tempo do que qualquer outro presidente dos Estados Unidos em toda a história. Além disso, deixou um legado de reformas sociais e econômicas que se mantêm até hoje.

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