NO BRASIL, SUCESSO É OFENSA PESSOAL

NO BRASIL, SUCESSO É OFENSA PESSOAL

Frase de Tom Jobim.

No Brasil sucesso é ofensa pessoal. Essa é uma frase de Tom Jobim, provocativa e acusatória.

O maestro comentava sobre o pensamento tradicional de que o povo deve ser humilde e simples. Que um brasileiro fazer sucesso era algo considerado incomum e estranhado por muitos. Quase um crime. Como se o sucesso não tivesse chegado por meios lícitos e fosse legítimo desconfiar de quem o alcança.

Veja a linda crônica Recado de Primavera, escrita por Rubem Braga para Vinicius de Moraes.

Por isso os brasileiros que fizeram um enorme sucesso em todo o mundo com a bossa nova foram tão atacados no Brasil no final dos anos 50 e inicio dos anos 60. Foi uma ofensa pessoal para muita gente.

Pessoalmente, eu acho que é uma frase que tem muito a ver com o tal “complexo de vira-latas” que Nelson Rodrigues identificou nos brasileiros.

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No Brasil, sucesso é ofensa pessoal – Tom Jobim

Veja o genial poema de Vinicius de Moraes, Balada do Mangue.

 

No Brasil sucesso é ofensa pessoal - Frase de Tom Jobim
No Brasil, sucesso é ofensa pessoal – Frase de Tom Jobim

Veja o Poema em Linha Reta de Fernando Pessoa.

Um testemunho em “NO BRASIL, SUCESSO É OFENSA PESSOAL
  1. hamilton cesar de castro carvalho disse:

    Jobim estava certíssimo. Para esta criminalização do sucesso pessoal, mormente o vinculado à ascensão social, muito colaborou a mentalidade tacanha e inculta dos nossos “pensadores” de esquerda. No caso da bossa nova, de cujo auge fui fã e contemporâneo pessoal, concorreu o fato de que este movimento musical foi caracterizado pela influência do jazz americano no samba carioca. A esquerda nunca perdoou a bossa nova por suas influências musicais norte-americanas nem pelo sucesso que ela teve e tem até hoje no mundo. Lembro-me de que quando Jobim morreu Nelson Motta afirmou, em tom emocionado que, “ninguém, nem mesmo Pelé, divulgou tanto o nome do Brasil no exterior quanto Jobim e sua música”. A frase se justifica: o futebol é, de fato, um esporte popular mas a música é mais universal do que o nobre esporte bretão. Seria covardia comparar a superioridade e o bom gosto da bossa nova com o que hoje se entende por MPB. A MPB é um saco de gatos, puro ruído. É o rock, o funk e este tipo de lixo cultural que a mídia musicalmente inculta insiste em clamar de “música” (!). Jobim é nosso orgulho. O “resto” é o “resto”.

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